sexta-feira, 5 de fevereiro de 2010
Policia
General diz ser contra homossexuais
SÃO PAULO - O general-de-exército Raymundo Nonato de Cerqueira Filho causou polêmica quarta-feira, na Comissão de Constituição e Justiça do Senado, ao afirmar que há incompatibilidade entre o homossexualismo e a atividade militar. Cerqueira Filho foi indicado para o cargo de ministro do Superior Tribunal Militar pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva.
– Não sou contra o indivíduo ser (gay). Se ele é assim, talvez haja outro ramo de atividade que ele possa desempenhar – concluiu.
O ministro da Defesa, Nelson Jobim, disse que o governo brasileiro debate a admissão de homossexuais nas Forças Armadas e não será influenciado pela posição do general
SÃO PAULO - O general-de-exército Raymundo Nonato de Cerqueira Filho causou polêmica quarta-feira, na Comissão de Constituição e Justiça do Senado, ao afirmar que há incompatibilidade entre o homossexualismo e a atividade militar. Cerqueira Filho foi indicado para o cargo de ministro do Superior Tribunal Militar pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva.
– Não sou contra o indivíduo ser (gay). Se ele é assim, talvez haja outro ramo de atividade que ele possa desempenhar – concluiu.
O ministro da Defesa, Nelson Jobim, disse que o governo brasileiro debate a admissão de homossexuais nas Forças Armadas e não será influenciado pela posição do general
quinta-feira, 4 de fevereiro de 2010
Mundo
Reconstruindo o Haiti Governo brasileiro terá um pacote de projetos para reerguer o país
O Brasil lançará um pacote de projetos para a reconstrução do Haiti, país atingido por um terremoto de 7 graus na escala Richter no dia 12 de janeiro. O anúncio das medidas será feito pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva em visita ao país, prevista para o dia 25 deste mês. O governo haitiano já contabiliza mais de 200 mil mortos na tragédia.
"O mundo inteiro, com alguma freqüência, se volta para o Haiti e tenta ajudar. Dessa vez temos a oportunidade de uma ação mais duradoura e pelo menos o Brasil, desde a decisão de participar da Minustah (força de paz da ONU) em 2004, tem se preocupado em ajudar muito", afirmou o ministro-chefe do Gabinete de Segurança Institucional (GSI), general Jorge Félix, em entrevista coletiva.
Um dos projetos previstos no pacote, segundo o ministro, trata da construção de casas populares no país caribenho a partir de materiais disponíveis na região. A coleta e o reaproveitamento do lixo também estão previstos na proposta brasileira. "Não vamos criar pacote virtual, será real. Oque o presidente vai anunciar é para ser executado", afirmou o embaixador Antônio Simões, subsecretário-geral para a América Latina e membro do gabinete de crise. O número de projetos do pacote brasileiro e os recursos necessários para a nova etapa de trabalhos no Haiti ainda não estão definidos. Segundo o general Félix, alguns projetos já foram apresentados no passado, mas não foram levados adiante por falta de financiamento das Nações Unidas.
No início de março, ministros de diversos países irão se reunir em Nova York para discutir arrecadação de doações internacionais ao Haiti. Uma conferência já foi realizada no mês passado, no Canadá, para debater a recuperação e reconstrução do Haiti a longo prazo. "Nossa filosofia é de que nós estamos lá para ajudar os haitianos a resolver os seus problemas. Nós não estamos lá para resolver os problemas dos haitianos", resumiu o ministro Jorge Félix. A prioridade do pacote será a criação de frentes de trabalho para mobilizar os haitianos e garantir renda para a população, segundo o embaixador brasileiro. Alguns projetos poderão ser realizados em parceria com outros países, que também estão estruturando um pacote de medidas para a reconstrução do Haiti.
O Brasil ainda vai aumentar o contingente de militares no país caribenho, nos próximos dias. A previsão é de que 900 homens embarquem ainda neste mês, de acordo com projeto de lei de autoria do Executivo. A proposta, aprovada pelo Congresso Nacional, prevê ainda uma reserva de 400 militares. Segundo o almirante Paulo Zuccaro, subchefe do comando e controle do Estado-Maior da Defesa, todos os militares que estavam no Haiti durante o terremoto terão retornado ao Brasil até amanhã. Apenas um cabo do Exército, ferido durante o terremoto no mês passado, aguarda condições especiais para retornar ao Brasil. Segundo Zuccaro, a troca já estava prevista, mas foi adiada para um momento mais oportuno.
Balanço
Segundo o general Félix, a Força Aérea Brasileira (FAB) fez 60 voos ao Haiti desde o terremoto no mês passado. O Brasil enviouainda um navio com ajuda humanitária e outro sairá do Rio de Janeiro, ainda neste mês, com o mesmo objetivo. Ao todo, já foram enviados ao Haiti 56 toneladas de água e 225 toneladas de medicamentos. Entre doações de particulares e do governo, 1 mil toneladas foram arrecadas para ajuda ao Haiti. Desse total, cerca de 600 já foram enviadas ao país caribenho.
O hospital de campanha da FAB instalado pelo Brasil em Porto Príncipe em 18 de janeiro, já realizou 3 mil atendimentos e 90 cirurgias de médio e grande porte.
Indenização
A Câmara dos Deputados aprovou projeto de lei do Poder Executivo que concede auxílio especial no valor de R$ 500 mil a cada uma das famílias dos 18 militares das Forças Armadas mortos no Haiti, durante o terremoto que aconteceu em janeiro. O projeto também prevê a concessão de uma bolsa especial de educação no valor de R$ 510 aos dependentes estudantes do ensino fundamental e médio até os 18 anos e, se universitário, até os 24 anos.De acordo com o projeto, que terá ainda que ser aprovadopelo Senado, a bolsa de estudos será corrigida anualmente pelo mesmo índice de correção dos benefícios da previdência social.
O Brasil lançará um pacote de projetos para a reconstrução do Haiti, país atingido por um terremoto de 7 graus na escala Richter no dia 12 de janeiro. O anúncio das medidas será feito pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva em visita ao país, prevista para o dia 25 deste mês. O governo haitiano já contabiliza mais de 200 mil mortos na tragédia.
"O mundo inteiro, com alguma freqüência, se volta para o Haiti e tenta ajudar. Dessa vez temos a oportunidade de uma ação mais duradoura e pelo menos o Brasil, desde a decisão de participar da Minustah (força de paz da ONU) em 2004, tem se preocupado em ajudar muito", afirmou o ministro-chefe do Gabinete de Segurança Institucional (GSI), general Jorge Félix, em entrevista coletiva.
Um dos projetos previstos no pacote, segundo o ministro, trata da construção de casas populares no país caribenho a partir de materiais disponíveis na região. A coleta e o reaproveitamento do lixo também estão previstos na proposta brasileira. "Não vamos criar pacote virtual, será real. Oque o presidente vai anunciar é para ser executado", afirmou o embaixador Antônio Simões, subsecretário-geral para a América Latina e membro do gabinete de crise. O número de projetos do pacote brasileiro e os recursos necessários para a nova etapa de trabalhos no Haiti ainda não estão definidos. Segundo o general Félix, alguns projetos já foram apresentados no passado, mas não foram levados adiante por falta de financiamento das Nações Unidas.
No início de março, ministros de diversos países irão se reunir em Nova York para discutir arrecadação de doações internacionais ao Haiti. Uma conferência já foi realizada no mês passado, no Canadá, para debater a recuperação e reconstrução do Haiti a longo prazo. "Nossa filosofia é de que nós estamos lá para ajudar os haitianos a resolver os seus problemas. Nós não estamos lá para resolver os problemas dos haitianos", resumiu o ministro Jorge Félix. A prioridade do pacote será a criação de frentes de trabalho para mobilizar os haitianos e garantir renda para a população, segundo o embaixador brasileiro. Alguns projetos poderão ser realizados em parceria com outros países, que também estão estruturando um pacote de medidas para a reconstrução do Haiti.
O Brasil ainda vai aumentar o contingente de militares no país caribenho, nos próximos dias. A previsão é de que 900 homens embarquem ainda neste mês, de acordo com projeto de lei de autoria do Executivo. A proposta, aprovada pelo Congresso Nacional, prevê ainda uma reserva de 400 militares. Segundo o almirante Paulo Zuccaro, subchefe do comando e controle do Estado-Maior da Defesa, todos os militares que estavam no Haiti durante o terremoto terão retornado ao Brasil até amanhã. Apenas um cabo do Exército, ferido durante o terremoto no mês passado, aguarda condições especiais para retornar ao Brasil. Segundo Zuccaro, a troca já estava prevista, mas foi adiada para um momento mais oportuno.
Balanço
Segundo o general Félix, a Força Aérea Brasileira (FAB) fez 60 voos ao Haiti desde o terremoto no mês passado. O Brasil enviouainda um navio com ajuda humanitária e outro sairá do Rio de Janeiro, ainda neste mês, com o mesmo objetivo. Ao todo, já foram enviados ao Haiti 56 toneladas de água e 225 toneladas de medicamentos. Entre doações de particulares e do governo, 1 mil toneladas foram arrecadas para ajuda ao Haiti. Desse total, cerca de 600 já foram enviadas ao país caribenho.
O hospital de campanha da FAB instalado pelo Brasil em Porto Príncipe em 18 de janeiro, já realizou 3 mil atendimentos e 90 cirurgias de médio e grande porte.
Indenização
A Câmara dos Deputados aprovou projeto de lei do Poder Executivo que concede auxílio especial no valor de R$ 500 mil a cada uma das famílias dos 18 militares das Forças Armadas mortos no Haiti, durante o terremoto que aconteceu em janeiro. O projeto também prevê a concessão de uma bolsa especial de educação no valor de R$ 510 aos dependentes estudantes do ensino fundamental e médio até os 18 anos e, se universitário, até os 24 anos.De acordo com o projeto, que terá ainda que ser aprovadopelo Senado, a bolsa de estudos será corrigida anualmente pelo mesmo índice de correção dos benefícios da previdência social.
Politica
PEC 300 divide Câmara e pode não ser votada
Ela embalou as duas primeiras sessões da Câmara. Não foram poucos os deputados que subiram à tribuna para defendê-la. Pelos corredores, dezenas de manifestantes cobravam a sua aprovação. Todo esse clima, porém, não foi o suficiente para garantir a sua aprovação.
A PEC 300/08, que atrela o salário inicial dos policias e bombeiros militares aos vencimentos dos seus colegas do Distrito Federal, está ameaçada. Mais do que isso, a PEC divide líderes dos PMs e bombeiros e parlamentares. E, por conta dessa polêmica, corre o risco de sequer ser votada.
O presidente da Câmara, Michel Temer (PMDB-SP), vai propor aos líderes partidários, na próxima semana, que a Casa deixe de lado a proposição e analise em seu lugar a PEC 446/09, que cria o piso salarial para os servidores policiais e remete a definição do novo valor a uma lei federal, a ser enviada pelo Executivo ao Congresso no prazo máximo de um ano.
Em tese, poderia ser um avanço. O problema é que ela não dá nenhuma garantia de isonomia salarial às categorias, igualando os vencimentos, como sugere a PEC 300, ao que ganham os PMs e bombeiros do DF.
Ela embalou as duas primeiras sessões da Câmara. Não foram poucos os deputados que subiram à tribuna para defendê-la. Pelos corredores, dezenas de manifestantes cobravam a sua aprovação. Todo esse clima, porém, não foi o suficiente para garantir a sua aprovação.
A PEC 300/08, que atrela o salário inicial dos policias e bombeiros militares aos vencimentos dos seus colegas do Distrito Federal, está ameaçada. Mais do que isso, a PEC divide líderes dos PMs e bombeiros e parlamentares. E, por conta dessa polêmica, corre o risco de sequer ser votada.
O presidente da Câmara, Michel Temer (PMDB-SP), vai propor aos líderes partidários, na próxima semana, que a Casa deixe de lado a proposição e analise em seu lugar a PEC 446/09, que cria o piso salarial para os servidores policiais e remete a definição do novo valor a uma lei federal, a ser enviada pelo Executivo ao Congresso no prazo máximo de um ano.
Em tese, poderia ser um avanço. O problema é que ela não dá nenhuma garantia de isonomia salarial às categorias, igualando os vencimentos, como sugere a PEC 300, ao que ganham os PMs e bombeiros do DF.
Policia
Mulher é presa por manter filha em cárcere privado
A dona de casa Maria Izabel da Silva,38, foi presa na noite de quarta-feira (3), por volta das 19h, por uma guarnição da Polícia Militar. Ela mantinha sua filha em cárcere privado em um cubículo ao lado da residência. A denúncia foi feita pelo diretor da Penitenciária de Segurança Máxima, Gerson Ribeiro. O crime ocorreu no bairro dos Bancários, na capital, e acusada foi levada à 9ª Delegacia Distrital, em Mangabeira.
Segundo Gerson Ribeiro, ele estava lanchando em um estabelecimento no Bairro dos Bancários, nas proximidades do Shopping Sul, quando observou, ao lado da lanchonete, uma jovem, supostamente com problemas mentais, atrás de uma grande em um pequeno cômodo anexo a uma residência. Ela gritava muito e estava bastante nervosa.
Constatado o fato, o diretor da penitenciária acionou o Centro Integrado de Operações da Polícia Militar (Ciop), quando a guarnição da PM chegou ao local. Nesse momento, a mão da adolescente chegava em casa, e foi presa em flagrante, sendo conduzida à 9ª DD, em Mangabeira.
Apresentando irritabilidade, Maria Izabel da Silva desacatou os policias e o delegado. Após ser ouvida, ela foi encaminhada à Centra de Polícia, estando à disposição da Justiça. A adolescente foi encaminhada para o Conselho Tutelar da região, a fim do judiciário analisar o caso, podendo a vítima ser enviada para um abrigo de menores ou para seus familiares.
A dona de casa Maria Izabel da Silva,38, foi presa na noite de quarta-feira (3), por volta das 19h, por uma guarnição da Polícia Militar. Ela mantinha sua filha em cárcere privado em um cubículo ao lado da residência. A denúncia foi feita pelo diretor da Penitenciária de Segurança Máxima, Gerson Ribeiro. O crime ocorreu no bairro dos Bancários, na capital, e acusada foi levada à 9ª Delegacia Distrital, em Mangabeira.
Segundo Gerson Ribeiro, ele estava lanchando em um estabelecimento no Bairro dos Bancários, nas proximidades do Shopping Sul, quando observou, ao lado da lanchonete, uma jovem, supostamente com problemas mentais, atrás de uma grande em um pequeno cômodo anexo a uma residência. Ela gritava muito e estava bastante nervosa.
Constatado o fato, o diretor da penitenciária acionou o Centro Integrado de Operações da Polícia Militar (Ciop), quando a guarnição da PM chegou ao local. Nesse momento, a mão da adolescente chegava em casa, e foi presa em flagrante, sendo conduzida à 9ª DD, em Mangabeira.
Apresentando irritabilidade, Maria Izabel da Silva desacatou os policias e o delegado. Após ser ouvida, ela foi encaminhada à Centra de Polícia, estando à disposição da Justiça. A adolescente foi encaminhada para o Conselho Tutelar da região, a fim do judiciário analisar o caso, podendo a vítima ser enviada para um abrigo de menores ou para seus familiares.
Politica
Maranhão vai a Brasília assinar empréstimo de R$ 279 milhões
O governador José Maranhão (PMDB) vai a Brasília nesta quinta-feira (4) assinar o empréstimo de aproximadamente R$ 279 milhões para a construção de 602 km de estradas na Paraíba.
A informação foi confirmada na manhã de hoje pela secretária de Comunicação do Estado Lena Guimarães.
Com isso, não procede a notícia ventilada em diversos sites de notícias de que Maranhão iria hoje à Assembleia Legislativa do Estado.
O empréstimo é fruto de um contrato com a Corporação Andina no valor de US$ 150 milhões.
Dentre as áreas que serão pavimentadas com este contrato está o trecho que liga as cidades de Sousa, Lastro e Vieiropólis.
O governador José Maranhão (PMDB) vai a Brasília nesta quinta-feira (4) assinar o empréstimo de aproximadamente R$ 279 milhões para a construção de 602 km de estradas na Paraíba.
A informação foi confirmada na manhã de hoje pela secretária de Comunicação do Estado Lena Guimarães.
Com isso, não procede a notícia ventilada em diversos sites de notícias de que Maranhão iria hoje à Assembleia Legislativa do Estado.
O empréstimo é fruto de um contrato com a Corporação Andina no valor de US$ 150 milhões.
Dentre as áreas que serão pavimentadas com este contrato está o trecho que liga as cidades de Sousa, Lastro e Vieiropólis.
Mundo
PEQUIM — A China rebateu nesta quinta-feira o que chamou de "injustas acusações e pressões" dos Estados Unidos para abrir seu comércio, um dia depois de o presidente Barack Obama ter insistido na necessidade de o país asiático não manter "artificialmente" baixa a cotação do yuan, em mais uma polêmica entre as duas potências.
"Injustas acusações e pressões não ajudarão a resolver a questão", afirmou o porta-voz do Ministério das Relações Exteriores chinês, Ma Zhaoxu.
"Esperamos que o lado americano considere o tema sob um aspecto claro e objetivo", acrescentou.
Obama disse na quarta-feira que os Estados Unidos serão "muito mais firmes na aplicação das regras existentes" em seus negócios com a China.
Os parceiros comerciais da China consideram que o yuan está subvalorizado, o que barateia, e por consequência favorece, as exportações chinesas.
"Um dos desafios que devemos abordar no plano internacional é o da cotação das moedas e como ajustá-las para fazer com que os preços de nossos bens não sejam inflados artificialmente e que os preços de seus bens não caiam artificialmente", disse Obama.
Diante da ofensiva, o porta-voz chinês respondeu que "a taxa cambial do renminbi (nomen oficial do yuan) nunca foi a principal causa do déficit americano".
Pequim deseja seguir controlando sua política cambial e se nega a sacrificar o crescimento para satisfazer os parceiros comerciais.
Desde a explosão da crise financeira e a consequente queda das exportações, a China insiste na importância de um "yuan estável" tanto para sua economia como para a economia mundial, recordando seu papel de motor na recuperação.
A China ancorou de fato o yuan ao dólar em meados de 2008, apesar de a taxa cambial do país ser, em tese, calculada de acordo com uma cesta de moedas e flutuar de forma diária em uma faixa delimitada.
Os analistas esperam uma valorização gradual e controlada do yuan durante o ano.
Apesar da queda de mais de 34% em ritmo anual, o excedente comercial da China alcançou em 2009 um total de 196 bilhões de dólares.
O excedente incomoda os sócios comerciais, assim como a falta de abertura de certos mercados chineses (finanças, serviços) e a multiplicação de processos antidumping.
Neste sentido, Obama afirmou que o governo manterá "a pressão sobre a China e outros países para que abram seus mercados de maneira recíproca".
A declaração de Obama aconteceu em um momento de crescente tensão bilateral, após o anúncio de que os Estados Unidos venderão armas a Taiwan - a ilha nacionalista considerada pela China comunista como uma de suas províncias - e de que o presidente americano receberá o Dalai Lama, líder do budismo tibetano, acusado de "separatismo" por Pequim.
"Injustas acusações e pressões não ajudarão a resolver a questão", afirmou o porta-voz do Ministério das Relações Exteriores chinês, Ma Zhaoxu.
"Esperamos que o lado americano considere o tema sob um aspecto claro e objetivo", acrescentou.
Obama disse na quarta-feira que os Estados Unidos serão "muito mais firmes na aplicação das regras existentes" em seus negócios com a China.
Os parceiros comerciais da China consideram que o yuan está subvalorizado, o que barateia, e por consequência favorece, as exportações chinesas.
"Um dos desafios que devemos abordar no plano internacional é o da cotação das moedas e como ajustá-las para fazer com que os preços de nossos bens não sejam inflados artificialmente e que os preços de seus bens não caiam artificialmente", disse Obama.
Diante da ofensiva, o porta-voz chinês respondeu que "a taxa cambial do renminbi (nomen oficial do yuan) nunca foi a principal causa do déficit americano".
Pequim deseja seguir controlando sua política cambial e se nega a sacrificar o crescimento para satisfazer os parceiros comerciais.
Desde a explosão da crise financeira e a consequente queda das exportações, a China insiste na importância de um "yuan estável" tanto para sua economia como para a economia mundial, recordando seu papel de motor na recuperação.
A China ancorou de fato o yuan ao dólar em meados de 2008, apesar de a taxa cambial do país ser, em tese, calculada de acordo com uma cesta de moedas e flutuar de forma diária em uma faixa delimitada.
Os analistas esperam uma valorização gradual e controlada do yuan durante o ano.
Apesar da queda de mais de 34% em ritmo anual, o excedente comercial da China alcançou em 2009 um total de 196 bilhões de dólares.
O excedente incomoda os sócios comerciais, assim como a falta de abertura de certos mercados chineses (finanças, serviços) e a multiplicação de processos antidumping.
Neste sentido, Obama afirmou que o governo manterá "a pressão sobre a China e outros países para que abram seus mercados de maneira recíproca".
A declaração de Obama aconteceu em um momento de crescente tensão bilateral, após o anúncio de que os Estados Unidos venderão armas a Taiwan - a ilha nacionalista considerada pela China comunista como uma de suas províncias - e de que o presidente americano receberá o Dalai Lama, líder do budismo tibetano, acusado de "separatismo" por Pequim.
Esporte
CIDADE DO VATICANO, 4 FEV (ANSA) - O papa Bento XVI enviou hoje os seus "melhores votos" aos participantes, organizadores e espectadores dos Jogos Olímpicos de Vancouver 2010 e Paraolímpicos de Inverno, que acontecerão entre 12 e 28 de fevereiro.
"Os meus melhores votos aos atletas participantes, aos organizadores e à grande comunidade de voluntários, que generosamente cooperam para a celebração deste significativo evento internacional", disse o Papa em mensagem encaminhada ao arcebispo da cidade canadense, Dom J.Michael Miller.
Destacando a importância deste evento, "seja para os atletas, seja para os espectadores", Bento XVI recordou as palavras de seu antecessor, João Paulo II, que considerava o esporte "uma eficaz contribuição à pacífica compreensão entre os povos e a construção de uma nova civilidade de amor".
O Pontífice também ressaltou a iniciativa do grupo ecumênico More Than Gold [Mais que o Ouro, na tradução literal], que "provê assistência espiritual e material aos visitantes, aos participantes e aos voluntários".
A cerimônia de abertura da 21ª edição dos Jogos de Vancouver acontecerá no próximo dia 12. (ANSA)
"Os meus melhores votos aos atletas participantes, aos organizadores e à grande comunidade de voluntários, que generosamente cooperam para a celebração deste significativo evento internacional", disse o Papa em mensagem encaminhada ao arcebispo da cidade canadense, Dom J.Michael Miller.
Destacando a importância deste evento, "seja para os atletas, seja para os espectadores", Bento XVI recordou as palavras de seu antecessor, João Paulo II, que considerava o esporte "uma eficaz contribuição à pacífica compreensão entre os povos e a construção de uma nova civilidade de amor".
O Pontífice também ressaltou a iniciativa do grupo ecumênico More Than Gold [Mais que o Ouro, na tradução literal], que "provê assistência espiritual e material aos visitantes, aos participantes e aos voluntários".
A cerimônia de abertura da 21ª edição dos Jogos de Vancouver acontecerá no próximo dia 12. (ANSA)
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